‘Cara de um, focinho do outro’? Entenda as razões por trás desse ditado popular

Muitas vezes, na relação entre donos e seus cães, é comum ouvir: “cara de um, focinho do outro”. Pelo menos do ponto de vista comportamental, é quase isso. Estudos mostram que a maior parte das influências sobre o comportamento dos cachorros domésticos vem dos seus donos.

De acordo com um especialista em comportamento animal, o zootecnista Renato Zanetti, existem três motivos científicos que explicam as atitudes e costumes de cães domésticos – destes, dois são influenciados diretamente pelos donos. Os motivos são a genética, o ambiente e o aprendizado. Ou seja, dos três, apenas a genética, claro, não sofre influência dos donos.

Segundo Zanetti, mesmo que um cão tenha uma personalidade mais agitada, por exemplo, os hábitos dos seus donos irão influenciar no comportamento do animal no convívio diário. “Digamos que, de uma ninhada, o seu cachorro é o mais agitado: não há o que fazer, essa é uma característica dele que não vai mudar. Mas se a sua casa é calma, o seu cachorro vai aprender que toda vez que ele ganha carinho ele deve ficar mais sossegado”.

Assim, explica o especialista, a influência sobre o animal é de “dois para um” – duas características impostas pelos donos, o ambiente e o aprendizado, contra a genética. “É por isso que a gente brinca que o cachorro é a cara do dono”, elucida.

Pela internet, existem vários estudos, fotos e até mesmo memes de cães que são, além de comportamental, fisicamente semelhantes aos seus donos. De acordo com Zanetti, essa semelhança na verdade não é adquirida, e acontece no momento de compra ou adoção do cachorro. “Isso tem, na verdade, a ver com a sua predisposição para escolher determinadas raças, que sejam semelhantes a você próprio”.